1. A PymeMad Nacional rejeita o atentado ocorrido na comuna de Cunco, Região de La Araucanía, no passado 9 de novembro, e exige do governo atual e do próximo a implementação de soluções estruturais que transcendam o imediatismo político, alertando que a violência inibe o investimento em um setor que planeja a 20 anos.

A Associação Gremial de Pequenas e Médias Indústrias de Madeira (PymeMad) manifesta sua rejeição categórica ao atentado terrorista ocorrido ontem em Cunco, que destruiu equipamentos de um contratante florestal, exigindo do Estado do Chile soluções de fundo que superem a lógica de curto prazo.

"O setor florestal não suporta este tipo de atentados. Plantamos uma árvore hoje para colhê-la em 20 anos. Esse planejamento é incompatível com a incerteza e a falta de governabilidade territorial", declarou Michel Esquerré, presidente nacional da PymeMad.

A associação alerta que estes fatos de violência geram um processo de retração do investimento setorial, afetando diretamente milhares de famílias que dependem da atividade florestal e suas cadeias produtivas.

Questionamos que o Estado não tenha cumprido um papel articulador entre povos originários, comunidades locais e setores produtivos, permitindo que o conflito se perpetue sem soluções de fundo. "Não podemos continuar numa dinâmica onde cada novo governo descarta o construído pelo anterior. O país precisa urgentemente de uma conversa séria, que reconheça a complexidade do problema, mas que olhe para o futuro", afirmou Esquerré.

A PymeMad exige do governo atual e convoca o próximo a implementar medidas concretas: diálogo profundo com comunidades e autoridades locais, descentralização das decisões desde Santiago, integração cultural efetiva de povos originários, e um plano florestal que transcenda administrações individuais.

"Não se pode continuar brincando com o futuro do país. O setor florestal, o mais verde da economia nacional, precisa de estabilidade, segurança e visão de longo prazo, não de imediatismo", concluiu o presidente da PymeMad.